quarta-feira, maio 09, 2007

Portugal tornou-se uma imensa lixeira.
Por toda a parte se sente o cheiro nauseabundo de um país em decomposição.
Deambulamos por este País, tontos e sufocados de tanta podridão, sem uma réstea de esperança, sem um pouco de ar limpo.
Os partidos políticos tornaram-se em clubes de emprego e em promotores de negócios, as juventudes partidárias em escolas de oportunismo, os clubes de futebol em lobbies de interesses, agências de negócios e viveiros de deliquentes, as câmaras municipais em escolas práticas de corrupção, as televisões e jornais em simulacros de contrapoder, as escolas e universidades em fábricas de canudos e de ignorantes, as forças de segurança e os militares em gente desmotivada e amordaçada, a generalidade do povo num bando de subnutridos e mal pagos.
No meio desta lixeira, eles, os que gostam destes ambientes, singram com vento pela popa, velas enfunadas, a toda a velocidade. Combinam-se negócios chorudos, compram-se terrenos por um e vendem-se por dez, aceitam-se milhões por aquele empurrãozito, deliberam-se em assembleia salários principescos mesmo em empresas arruinadas, inventam-se empresas e institutos públicos, arranjam-se empregos chorudos para os filhos, netos, primos e primas, até para o filho da mulher a dias, compram-se os ultimos modelos dos carros topo de gama, os andares de luxo, as vivendas na quinta da marinha ...
De onde vem o dinheiro para tudo isto ?
É fácil. Muito simples, mesmo : enquanto a conta bancária deles cresce todos os meses 20 ou 25.000 euros, vai-se impondo a moderação salarial, que não se pode pagar mais a quem trabalha, a produtividade é muito baixa, baixam-se os salários reais todos os anos, retiram-se regalias, corta-se nas despesas de saúde dos outros ... enfim, de corte em corte, são muitos os milhões que ficam disponíveis para eles, percebem não percebem ?
Entretanto, vão eles preparando também o futurozinho ... neste estado de coisas, não há melhor segurança na velhice que fazer uns favorzitos aos grupos económicos, abrir-lhes caminho para investimentos em áreas de grande lucro, como a saúde e as reformas, por exemplo, eles hão-de lembrar-se de nós mais tarde ...

E o povo ? E o País ?
Ora, o povo sempre resistiu a tudo, o País há-de sobreviver ... e, se não sobreviver, os espanhóis compram o que sobrar...
Portanto, who cares ?

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