QUERIAM LIMPEZA DO CADASTRO, NÃO ERA ? ...
Um destes dias, e a propósito dos fogos, perante as críticas ao Governo, comentava um dos novos Ministros : “Este Governo tem apenas oito dias ! “
Entenda-se nas suas palavras : não somos responsáveis pela situação, não fomos nós que fizemos ou deixámos de fazer alguma coisa.
À primeira vista, pode parecer que o referido senhor tem toda a razão.
Mas é só à primeira vista.
A verdade é que se este Governo se reclama da mesma fonte de legitimidade que o anterior, o de Durão Barroso ( as ultimas eleições legislativas ) então a sua responsabilidade política deve ter a mesma data de origem que a sua legitimidade. Ou seja, este não é um Governo diferente, é apenas um Governo de continuação. Melhor ainda : este Governo é responsável por tudo aquilo que o anterior fez e não fez.
Se não gostarem desta situação, então arranjem a sua própria legitimidade e não se sirvam da mesma que o Governo anterior.
Em suma : é falso que este Governo tenha apenas 8 dias de funcionamento. Na verdade, tem bastante mais que 2 anos !
E para quem duvidar desta minha argumentação : se assim não fosse, como poderia o eleitorado julgar um Governo, no final de uma legislatura ? Bastaria que o partido mais votado dividisse em dois o período da legislatura : na primeira metade funcionava o governo “mau”, das medidas duras e impopulares; na parte final, entrava o Primeiro-Ministro bonzinho, com medidas mais suaves e pacíficas, para que os eleitores esquecessem as outras medidas ....
Simples, não era ?
Não se deixem enganar, portanto. Este Governo É o outro, se a sua legitimidade é a mesma, e deve responder por tudo aquilo que o Governo de Durão fez e deixou de fazer.
Blogs (Blogues) = crónicas (quase) diárias; registo periódico de factos, opiniões e críticas ; as impressões íntimas, a política, o social.
terça-feira, julho 27, 2004
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Vitor Cunha
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7/27/2004 01:45:00 da manhã
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segunda-feira, julho 26, 2004
Ainda os fogos de Verão.
Desta vez, mais a sério que ontem.
Li hoje que o nosso Governo pediu auxílio à EU ; no seguimento desse pedido a Grécia ( a Grécia !!!! ) vai enviar para cá dois aviões Canadair ...
Amigos : todos os anos é esta história. Toda a gente se interroga porque motivo Portugal não adquire uns quantos Canadair, aqueles aviões bimotores que largam grandes quantidades de água e depois vão reabastecer-se outra vez a barragens, lagos ou até ao mar, se estiver calmo. Não devia ser dificil para quem construiu 10 novos estádios de futebol. Mais : talvez não saibam, mas aqui não há muitos anos a nossa Força Aérea tinha um kit de combate a fogos que era instalado num C-130, um tanque cheio com uma mistura líquida de eficácia muito superior à simples água. Foi abandonada a ideia, porque a Força Aérea cansou-se de ter o avião preparado sem que o Serviço Nacional de Bombeiros o requisitasse, em épocas de fogos intensos.
Proponho-vos as seguintes linhas de raciocínio :
--> porque razão Portugal não compra pelo menos dois ou três Canadair, quando se vê que são indispensáveis todos os anos e que o seu custo seria rapidamente amortizado ?
--> porque razão esse C-130 da FAP com o kit de combate a incêndios deixou de ser utilizado ?
--> quem terá vantagens económicas com o facto de Portugal ( o Estado ) não possuir esses meios e ter que estar sempre a pagar o seu aluguer ( caríssimo ! ) ? Quem estará ligado a essas actividades directamente interessadas na industria do combate ao fogo ?
--> Será que não há interesses económicos que lutam, por detrás das cortinas, pela manutenção deste caos e a quem não interessa nada que o Estado possua meios aéreos próprios de combate aos fogos ?
--> Ou será, em alternativa, que as pessoas ligadas a este problema em vários Governos anteriores são todas incompetentes, medrosas ou cegas ??
Bem sei que este calor sahariano não convida muito a grandes esforços mentais ... mas, co’os diabos, são só dois micro-segundos de raciocínio !
Vá lá !
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Vitor Cunha
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7/26/2004 04:21:00 da tarde
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HÁ COISAS QUE PARECEM INEVITÁVEIS
É inutil.
Não vale a pena estar sempre a falar nos fogos e no que se havia de fazer para acabar com eles ou pelo menos para lhes diminuir as consequências.
É totalmente inútil : todos os anos sucede o mesmo, com uma regularidade monótona. Todos os anos nos queixamos da falta de meios dos bombeiros, todos os anos dizemos que a culpa é das altas temperaturas e do vento.
A coisa é tal que começo mesmo a acreditar que os fogos só param quando querem, com ou sem os esforços dos bombeiros... assim sendo, não seria melhor aplicar o dinheiro que se gasta com bombeiros, viaturas, aviões, etc ... pura e simplesmente a limpar as matas, a seccioná-las e a dotá-las de caminhos ? Depois, quando acontecesse um fogo, deixava-se arder até acabar. A diferença para agora não seria muita e poupava-se aquele esforço inglório, aquele aparato dramático, aquela ostentação penosa da mais gritante descoordenação e ineficácia.
Isto que digo pode ser uma enorme parvoíce, é verdade. Porém, desafio alguém a demonstrar-me que estou londe da verdade ...
Claro que só estou a falar de fogos florestais, amigos, não dos fogos urbanos nem dos industriais.
E já agora, que estou com as mãos na massa, digam-me lá se não se ganhava também mais em não ter governo nenhum do que em ter este ?
Pensem bem nisso.
É inutil.
Não vale a pena estar sempre a falar nos fogos e no que se havia de fazer para acabar com eles ou pelo menos para lhes diminuir as consequências.
É totalmente inútil : todos os anos sucede o mesmo, com uma regularidade monótona. Todos os anos nos queixamos da falta de meios dos bombeiros, todos os anos dizemos que a culpa é das altas temperaturas e do vento.
A coisa é tal que começo mesmo a acreditar que os fogos só param quando querem, com ou sem os esforços dos bombeiros... assim sendo, não seria melhor aplicar o dinheiro que se gasta com bombeiros, viaturas, aviões, etc ... pura e simplesmente a limpar as matas, a seccioná-las e a dotá-las de caminhos ? Depois, quando acontecesse um fogo, deixava-se arder até acabar. A diferença para agora não seria muita e poupava-se aquele esforço inglório, aquele aparato dramático, aquela ostentação penosa da mais gritante descoordenação e ineficácia.
Isto que digo pode ser uma enorme parvoíce, é verdade. Porém, desafio alguém a demonstrar-me que estou londe da verdade ...
Claro que só estou a falar de fogos florestais, amigos, não dos fogos urbanos nem dos industriais.
E já agora, que estou com as mãos na massa, digam-me lá se não se ganhava também mais em não ter governo nenhum do que em ter este ?
Pensem bem nisso.
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Vitor Cunha
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7/26/2004 12:06:00 da manhã
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quarta-feira, julho 21, 2004
A LIBERDADE DE USAR A INTELIGÊNCIA
Acabei de ver uma entrevista de Maria João Avilez a Pacheco Pereira e apetece-me dizer : vivam a inteligência, a honestidade intelectual e a liberdade de espírito !
Pacheco Pereira não é um homem da minha família política ; contudo, oiço-o sempre com um prazer imenso, mesmo se dele discordar, em parte ou no todo. Isto não me acontece com muitas outras pessoas, infelizmente.
Não é apenas a lucidez da análise e a facilidade de expressão, é também, e provavelmente antes de mais, a enorme sensação que transmite da sua liberdade de pensamento. Quando fala, é ele que fala, não um partido, um grupo económico ou um sindicato. A verdade é que todos estes anos me cansaram de frases repetidas, de ideias estereotipadas, de escravizantes opiniões de grupo. Agrupar as nossas opiniões e os nossos comportamentos, cristalizando-as em partidos, sindicatos, clubes de futebol ou outras coisas semelhantes, tem inegáveis vantagens na viabilização de uma sociedade plural e democrática, é verdade. Mas é também uma espécie de tirania intelectual e algo profundamente redutor para o espírito humano.
Por isso gosto das pessoas, como Pacheco Pereira, que se vão libertando do jugo das opiniões de grupo pré-definidas, nunca desistindo de ser livres e inteligentes.
Claro que nem todos o podem ser, nem todos o devem ser, nem todos o querem ser.
Contudo, é importante, muito importante, que existam pessoas assim.
Acabei de ver uma entrevista de Maria João Avilez a Pacheco Pereira e apetece-me dizer : vivam a inteligência, a honestidade intelectual e a liberdade de espírito !
Pacheco Pereira não é um homem da minha família política ; contudo, oiço-o sempre com um prazer imenso, mesmo se dele discordar, em parte ou no todo. Isto não me acontece com muitas outras pessoas, infelizmente.
Não é apenas a lucidez da análise e a facilidade de expressão, é também, e provavelmente antes de mais, a enorme sensação que transmite da sua liberdade de pensamento. Quando fala, é ele que fala, não um partido, um grupo económico ou um sindicato. A verdade é que todos estes anos me cansaram de frases repetidas, de ideias estereotipadas, de escravizantes opiniões de grupo. Agrupar as nossas opiniões e os nossos comportamentos, cristalizando-as em partidos, sindicatos, clubes de futebol ou outras coisas semelhantes, tem inegáveis vantagens na viabilização de uma sociedade plural e democrática, é verdade. Mas é também uma espécie de tirania intelectual e algo profundamente redutor para o espírito humano.
Por isso gosto das pessoas, como Pacheco Pereira, que se vão libertando do jugo das opiniões de grupo pré-definidas, nunca desistindo de ser livres e inteligentes.
Claro que nem todos o podem ser, nem todos o devem ser, nem todos o querem ser.
Contudo, é importante, muito importante, que existam pessoas assim.
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Vitor Cunha
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7/21/2004 12:29:00 da manhã
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domingo, julho 18, 2004
A VERDADE SOBRE A CONSTITUIÇÃO DESTE GOVERNO
Este primeiro-ministro é um finório !
As suas influências noctívagas foram determinantes na constituição deste cocktail, perdão, deste governo : uns quantos ingredientes, umas pedras de gelo, vai tudo ao shaker e ... aí está uma bela bebida, pronta a ser servida aos portugueses.
No fundo, não foi bem assim. Foi um pouco mais elaborado, o processo : foram produzidas duas listas diferentes, a das pessoas ministeriáveis e a dos ministérios. Depois, a cada pessoa, lida da primeira lista, foi feita a correspondência com um ministério tirado da outra lista, completamente à sorte !
Brilhante, esta táctica.
Assim ninguém se vai queixar de favoritismos ou de cunhas na distribuição das pastas, não é ? Quem vai contestar um sorteio ?
Este primeiro-ministro é um finório !
As suas influências noctívagas foram determinantes na constituição deste cocktail, perdão, deste governo : uns quantos ingredientes, umas pedras de gelo, vai tudo ao shaker e ... aí está uma bela bebida, pronta a ser servida aos portugueses.
No fundo, não foi bem assim. Foi um pouco mais elaborado, o processo : foram produzidas duas listas diferentes, a das pessoas ministeriáveis e a dos ministérios. Depois, a cada pessoa, lida da primeira lista, foi feita a correspondência com um ministério tirado da outra lista, completamente à sorte !
Brilhante, esta táctica.
Assim ninguém se vai queixar de favoritismos ou de cunhas na distribuição das pastas, não é ? Quem vai contestar um sorteio ?
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7/18/2004 11:51:00 da tarde
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sábado, julho 17, 2004
COMO É QUE SE MUDA ?
Confesso-lhes que não faço a menor ideia do que deverá ser feito para tornar Portugal um País próspero e justo, sem desigualdades sociais graves.Tenho alguns palpites, é verdade, mas não tenho certezas nenhumas.
Estas minhas dúvidas não são graves : ninguém espera de mim decisões importantes, as minhas dúvidas não comprometem o futuro do país e o dos meus concidadãos. Já acho grave, porém, que a maior parte dos nossos políticos, homens e mulheres, partilhem comigo essa ignorância : é que é bem visível que nenhum deles tem a mínima ideia de futuro, a mínima estratégia, o mínimo sonho ! Em todos eles noto a ausência de um projecto, sequer de um esboço. À esquerda e à direita limitam-se a navegar à vista da costa, não há rasgos, não há aceitação de riscos, não há caminhos.
Mesmo a magistratura de topo do Presidente da República é tímida e pantanosa, não ousando os gestos purificadores e que abrem soluções, preferindo a comodidade à incerteza, a mediania à possibilidade de uma saída.
Se Martin Luther King tivesse sido português nunca teria dito “Eu tenho um sonho...”, teria antes proclamado “Sede pacientes, irmãos, a estabilidade antes de tudo!”.
Aqui, neste meu país, joga-se sempre pelo seguro. Jogo rasteiro, baixinho, que o guarda-redes é anão, como se ironizava aqui há uns anos, antes do Ricardo ser herói.
Aqui nunca há grandes ondas, nem grandes arroubos. Nem nunca houve Hitlers, Mussolinis, Stalinis ou Francos, apenas um Salazar de botas rurais, ditador de meias tintas, sonhando com um país onde nada nunca mudasse ...
O horror à mudança parece ser a nossa essência. Também não gostamos muito daquilo que somos, é verdade, mas ainda gostamos menos de mudar. É isso que explica a nossa persistência em continuar a ser um país de merda.
Por essas e outras é que eu digo : não faço a mínima ideia de como podemos mudar Portugal.
Talvez Pedro Santana Lopes e Paulo Portas saibam... eheheheh ....quem sabe ?
Confesso-lhes que não faço a menor ideia do que deverá ser feito para tornar Portugal um País próspero e justo, sem desigualdades sociais graves.Tenho alguns palpites, é verdade, mas não tenho certezas nenhumas.
Estas minhas dúvidas não são graves : ninguém espera de mim decisões importantes, as minhas dúvidas não comprometem o futuro do país e o dos meus concidadãos. Já acho grave, porém, que a maior parte dos nossos políticos, homens e mulheres, partilhem comigo essa ignorância : é que é bem visível que nenhum deles tem a mínima ideia de futuro, a mínima estratégia, o mínimo sonho ! Em todos eles noto a ausência de um projecto, sequer de um esboço. À esquerda e à direita limitam-se a navegar à vista da costa, não há rasgos, não há aceitação de riscos, não há caminhos.
Mesmo a magistratura de topo do Presidente da República é tímida e pantanosa, não ousando os gestos purificadores e que abrem soluções, preferindo a comodidade à incerteza, a mediania à possibilidade de uma saída.
Se Martin Luther King tivesse sido português nunca teria dito “Eu tenho um sonho...”, teria antes proclamado “Sede pacientes, irmãos, a estabilidade antes de tudo!”.
Aqui, neste meu país, joga-se sempre pelo seguro. Jogo rasteiro, baixinho, que o guarda-redes é anão, como se ironizava aqui há uns anos, antes do Ricardo ser herói.
Aqui nunca há grandes ondas, nem grandes arroubos. Nem nunca houve Hitlers, Mussolinis, Stalinis ou Francos, apenas um Salazar de botas rurais, ditador de meias tintas, sonhando com um país onde nada nunca mudasse ...
O horror à mudança parece ser a nossa essência. Também não gostamos muito daquilo que somos, é verdade, mas ainda gostamos menos de mudar. É isso que explica a nossa persistência em continuar a ser um país de merda.
Por essas e outras é que eu digo : não faço a mínima ideia de como podemos mudar Portugal.
Talvez Pedro Santana Lopes e Paulo Portas saibam... eheheheh ....quem sabe ?
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Vitor Cunha
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7/17/2004 04:10:00 da tarde
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quarta-feira, julho 14, 2004
ANDO A TER PESADELOS
Por vezes olho este meu país como que num sonho. Num daqueles sonhos onde acontecem coisas estranhíssimas, como voar ou atravessar paredes. Olho as imagens na televisão e sinto-me no meio de um desses sonhos. Só pode ser sonho mesmo, sim. Aquele não é aquele puto cheio de paleio que girava na sombra de Sá Carneiro ? Aquele que passa a vida a mandar bocas que nunca cumpre e deixa sempre tudo a meio, mesmo as relações com mulheres ? Só pode ser sonho, imaginem, aquele gajo Primeiro-Ministro do meu país ! Será grave isto que sinto ? Para que me havia de dar, ter estes pesadelos, já viram ? Tenho que marcar uma consulta com o dr. Macedo, já não vou lá desde que deixei de fumar e me andava a sentir miserável de todo ...
Mas lá que este meu cérebro tem piada, isso tem ... onde raio é que iria ele buscar esta ideia de fazer do Santana Lopes Primeiro-Ministro de Portugal ...
Livra, tenho que deixar de ter estes sonhos, deixam-me angustiado de todo !
Por vezes olho este meu país como que num sonho. Num daqueles sonhos onde acontecem coisas estranhíssimas, como voar ou atravessar paredes. Olho as imagens na televisão e sinto-me no meio de um desses sonhos. Só pode ser sonho mesmo, sim. Aquele não é aquele puto cheio de paleio que girava na sombra de Sá Carneiro ? Aquele que passa a vida a mandar bocas que nunca cumpre e deixa sempre tudo a meio, mesmo as relações com mulheres ? Só pode ser sonho, imaginem, aquele gajo Primeiro-Ministro do meu país ! Será grave isto que sinto ? Para que me havia de dar, ter estes pesadelos, já viram ? Tenho que marcar uma consulta com o dr. Macedo, já não vou lá desde que deixei de fumar e me andava a sentir miserável de todo ...
Mas lá que este meu cérebro tem piada, isso tem ... onde raio é que iria ele buscar esta ideia de fazer do Santana Lopes Primeiro-Ministro de Portugal ...
Livra, tenho que deixar de ter estes sonhos, deixam-me angustiado de todo !
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Vitor Cunha
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7/14/2004 11:44:00 da tarde
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domingo, julho 11, 2004
SER ISENTO É ESTAR SEMPRE CONTRA QUEM NOS ELEGEU ???
O impensável aconteceu.
Depois de grande meditação e de ouvir tanta gente, o Presidente fugiu, também.
Está na moda, de resto, no meu país. Durão Barroso fugiu, Sampaio imitou-o . Ambos fugiram das suas responsabilidades ( ou algo de muito parecido ! ), ambos optaram pelo mais fácil.
Mas esperem, não ficou por aqui ... Ferro Rodrigues também se baldou, pois então !
Durão alegou a importância de um português na Europa, Sampaio justificou-se com a estabilidade política, Ferro Rodrigues não aceitou a “traição” do “seu” Presidente !
Tretas ! Nem é importante estar um português na Europa nem a estabilidade é algo que os portugueses comam ou lhes dê emprego. Já viram se em 24 de Abril alguém se declarasse contra a revolução com o argumento da estabilidade política ?
E quanto a Ferro Rodrigues, um político deve ter ética e verticalidade, é certo, mas também deve ter um estômago de ... ferro.
Pois é ... a verdade é que aí estamos nós com um governo de ocasião, saído da cartola do Presidente. Governo em que ninguém votou.
Pior : Governo em que poucos votariam, se nos tivessem dado voz.
Se nos tivessem deixado.
A partir desta solução, Portugal só formal e legalmente é uma democracia.
No fundo, vamos ter um Governo não escolhido por nós, eleitores.
E um Presidente que acha que estabilidade é isso mesmo : aturar um Governo que ninguém escolheu.
Acha ele, mas não acho eu. Fiquei terrivelmente desiludido e desestabilizado. E irritado. E com um sentimento de que alguém me enfiou um grande barrete.
Então e foram precisos 15 dias para esta brilhante decisão ?
Sampaio, Sampaio, hás-de arrepender-te tanta vez, tanta !
O impensável aconteceu.
Depois de grande meditação e de ouvir tanta gente, o Presidente fugiu, também.
Está na moda, de resto, no meu país. Durão Barroso fugiu, Sampaio imitou-o . Ambos fugiram das suas responsabilidades ( ou algo de muito parecido ! ), ambos optaram pelo mais fácil.
Mas esperem, não ficou por aqui ... Ferro Rodrigues também se baldou, pois então !
Durão alegou a importância de um português na Europa, Sampaio justificou-se com a estabilidade política, Ferro Rodrigues não aceitou a “traição” do “seu” Presidente !
Tretas ! Nem é importante estar um português na Europa nem a estabilidade é algo que os portugueses comam ou lhes dê emprego. Já viram se em 24 de Abril alguém se declarasse contra a revolução com o argumento da estabilidade política ?
E quanto a Ferro Rodrigues, um político deve ter ética e verticalidade, é certo, mas também deve ter um estômago de ... ferro.
Pois é ... a verdade é que aí estamos nós com um governo de ocasião, saído da cartola do Presidente. Governo em que ninguém votou.
Pior : Governo em que poucos votariam, se nos tivessem dado voz.
Se nos tivessem deixado.
A partir desta solução, Portugal só formal e legalmente é uma democracia.
No fundo, vamos ter um Governo não escolhido por nós, eleitores.
E um Presidente que acha que estabilidade é isso mesmo : aturar um Governo que ninguém escolheu.
Acha ele, mas não acho eu. Fiquei terrivelmente desiludido e desestabilizado. E irritado. E com um sentimento de que alguém me enfiou um grande barrete.
Então e foram precisos 15 dias para esta brilhante decisão ?
Sampaio, Sampaio, hás-de arrepender-te tanta vez, tanta !
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7/11/2004 07:42:00 da tarde
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quinta-feira, julho 08, 2004
COM O TEMPO, A VERDADE VEM AO DE CIMA
A gestão da crise política pelo presidente Jorge Sampaio tem sido exemplar. Desde logo por não se isolar e, pelo contrário, ouvir não só os partidos políticos como uma longa série de notáveis, pessoas com experiência política e económica. Mas exemplar sobretudo pela utilização do factor tempo. Ao invés de Durão Barroso e de Santana Lopes, Sampaio percebeu que a passagem dos dias iria clarificar posições e atitudes. Assim aconteceu : a oposição sedimentou esperanças e iniciou um discurso mais agressivo e confiante, enquanto Paulo Portas e Santana Lopes evidenciaram um nervosismo tremendo, acumulando erros sobre erros. De facto, a paupérrima exibição destes dois lideres partidários nestas circunstâncias delicadas mostraram a muitos portugueses de que massa são feitos, esclarecendo mesmo aqueles que andam distraidos ou esquecidos quanto à personalidade política ( melhor, quanto à falta dela ) daqueles a quem ficariam entregues os nossos assuntos públicos.
Aqui chegados, talvez fosse bom clarificar a seguinte ideia ao PSD: os erros de “casting” pagam-se muito caro, em política. Um partido da dimensão e com a representatividade do PSD, em Portugal, não pode deixar-se conquistar por um homem como Santana Lopes, sem outras ideias ou projectos que não sejam os de vender a sua própria imagem. Seria bom para a democracia, em Portugal, que o PSD percebesse que Santana Lopes é um político vazio e sem estofo de estadista e se livrasse dele.
Fosse outro o actual lider do PSD e talvez a solução política para a crise pudesse ser outra. Assim, com Santana Lopes, seria uma palhaçada. O PSD não merece isto e Portugal muito menos.
Inteligente, Sampaio percebeu que uns dias de arrastamento da solução fariam vir à tona a essência das coisas : o ridiculo completo de um governo formado por um playboy da política e por um travesti de homem de Estado.
Vamos a votos, senhoras e senhores.
Nota ao PSD : no fim das eleições, se acontecer a derrota que pressinto, sugiro ao PSD que se livre de Santana Lopes. Se tal não suceder, será muito mau.
A gestão da crise política pelo presidente Jorge Sampaio tem sido exemplar. Desde logo por não se isolar e, pelo contrário, ouvir não só os partidos políticos como uma longa série de notáveis, pessoas com experiência política e económica. Mas exemplar sobretudo pela utilização do factor tempo. Ao invés de Durão Barroso e de Santana Lopes, Sampaio percebeu que a passagem dos dias iria clarificar posições e atitudes. Assim aconteceu : a oposição sedimentou esperanças e iniciou um discurso mais agressivo e confiante, enquanto Paulo Portas e Santana Lopes evidenciaram um nervosismo tremendo, acumulando erros sobre erros. De facto, a paupérrima exibição destes dois lideres partidários nestas circunstâncias delicadas mostraram a muitos portugueses de que massa são feitos, esclarecendo mesmo aqueles que andam distraidos ou esquecidos quanto à personalidade política ( melhor, quanto à falta dela ) daqueles a quem ficariam entregues os nossos assuntos públicos.
Aqui chegados, talvez fosse bom clarificar a seguinte ideia ao PSD: os erros de “casting” pagam-se muito caro, em política. Um partido da dimensão e com a representatividade do PSD, em Portugal, não pode deixar-se conquistar por um homem como Santana Lopes, sem outras ideias ou projectos que não sejam os de vender a sua própria imagem. Seria bom para a democracia, em Portugal, que o PSD percebesse que Santana Lopes é um político vazio e sem estofo de estadista e se livrasse dele.
Fosse outro o actual lider do PSD e talvez a solução política para a crise pudesse ser outra. Assim, com Santana Lopes, seria uma palhaçada. O PSD não merece isto e Portugal muito menos.
Inteligente, Sampaio percebeu que uns dias de arrastamento da solução fariam vir à tona a essência das coisas : o ridiculo completo de um governo formado por um playboy da política e por um travesti de homem de Estado.
Vamos a votos, senhoras e senhores.
Nota ao PSD : no fim das eleições, se acontecer a derrota que pressinto, sugiro ao PSD que se livre de Santana Lopes. Se tal não suceder, será muito mau.
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7/08/2004 11:26:00 da tarde
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terça-feira, julho 06, 2004
O MEDO DE PERDER O PODER
A posição dos partidos que não querem eleições antecipadas é cínica e despudorada. Ninguém que ocupe uma posição de poder legitimada pelo voto popular pode alguma vez, seja em que circunstâncias for, recusar novas eleições. Em democracia, a soberania não se delega em representantes eleitos, o que se delega é apenas o exercício temporário do poder. Em principio, por um período de tempo pré-determinado, sim, mas sempre sujeito a interrupção, caso as circunstâncias o justifiquem.
Alguns dos senhores e senhoras que são nossos representantes eleitos tendem a esquecer-se destas verdades básicas e nem mesmo têm vergonha de revelar que NÃO querem eleições. Esta é a verdade : FOGEM de eleições, EVITAM perguntar às pessoas como querem ser governadas.
Há que respeitar as eleições de 2002, dizem. Mas não seria melhor respeitar umas frescas, que sejam feitas AGORA ? O que é melhor, a vontade do povo em 2002 ou a vontade do mesmo povo AGORA, depois de tudo o que aconteceu ?
Vamos então fingir que as pessoas permanecem com as mesmas intenções de voto que em 2002, depois de uma união de partidos que surgiu á posteriori, depois de uma longa série de promessas eleitorais esquecidas, depois daquele em quem votaram ter desertado para Bruxelas, depois de dois anos infernais de uma contenção orçamental que foi só para alguns e sem resultados positivos visíveis ? Hem ? Votaríamos hoje como votámos em 2002 ? O tanas é que votávamos ... Viu-se nas ultimas eleições para o parlamento europeu. Viu-se.
QUEM TEM MEDO DE PERGUNTAR AOS PORTUGUESES O QUE QUEREM ?
Ao contrário do que toda a gente parece acreditar, não penso que a estabilidade política seja o bem absoluto a preservar na gestão da coisa política. A legitimidade e a genuinidade do poder são valores bem mais importantes.
A posição dos partidos que não querem eleições antecipadas é cínica e despudorada. Ninguém que ocupe uma posição de poder legitimada pelo voto popular pode alguma vez, seja em que circunstâncias for, recusar novas eleições. Em democracia, a soberania não se delega em representantes eleitos, o que se delega é apenas o exercício temporário do poder. Em principio, por um período de tempo pré-determinado, sim, mas sempre sujeito a interrupção, caso as circunstâncias o justifiquem.
Alguns dos senhores e senhoras que são nossos representantes eleitos tendem a esquecer-se destas verdades básicas e nem mesmo têm vergonha de revelar que NÃO querem eleições. Esta é a verdade : FOGEM de eleições, EVITAM perguntar às pessoas como querem ser governadas.
Há que respeitar as eleições de 2002, dizem. Mas não seria melhor respeitar umas frescas, que sejam feitas AGORA ? O que é melhor, a vontade do povo em 2002 ou a vontade do mesmo povo AGORA, depois de tudo o que aconteceu ?
Vamos então fingir que as pessoas permanecem com as mesmas intenções de voto que em 2002, depois de uma união de partidos que surgiu á posteriori, depois de uma longa série de promessas eleitorais esquecidas, depois daquele em quem votaram ter desertado para Bruxelas, depois de dois anos infernais de uma contenção orçamental que foi só para alguns e sem resultados positivos visíveis ? Hem ? Votaríamos hoje como votámos em 2002 ? O tanas é que votávamos ... Viu-se nas ultimas eleições para o parlamento europeu. Viu-se.
QUEM TEM MEDO DE PERGUNTAR AOS PORTUGUESES O QUE QUEREM ?
Ao contrário do que toda a gente parece acreditar, não penso que a estabilidade política seja o bem absoluto a preservar na gestão da coisa política. A legitimidade e a genuinidade do poder são valores bem mais importantes.
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segunda-feira, julho 05, 2004
IDEIAS EM CONTRAMÃO
De repente, a ideia atinge-me como um clarão : a morte de alguém querido é muito mais penosa para os que ficam que para aquele que se finou. Se isto for verdade, a minha verdadeira morte está a acontecer agora, antes da outra, a biológica. Sinto a falta de pessoas que sempre me rodearam e eu admirei. Pessoas que eram parte do meu pequeno mundo. Pessoas de que ainda guardo o sorriso, o cheiro, o som das palavras.
Se isto é assim, morre-se aos poucos, lentamente, até já pouco restar que nos prenda á vida.
E, como todas as dívidas que não se pagam a pronto, morremos pagando juros e amortizações, morremos mais do que devíamos, muito mais.
A longo prazo, acabamos por morrer duas ou três vezes.
Por outro lado, a dor vem gradualmente, vamo-nos habituando a ela, insidiosamente, quase sem darmos por isso. Um mês fazemos um pagamento, no mês seguinte dois, lá vem depois um mês onde somos dispensados da prestação.
A morte financiada a prazo com prestações suaves.
Suaves ... mas mortíferas, não se esqueçam.
De repente, a ideia atinge-me como um clarão : a morte de alguém querido é muito mais penosa para os que ficam que para aquele que se finou. Se isto for verdade, a minha verdadeira morte está a acontecer agora, antes da outra, a biológica. Sinto a falta de pessoas que sempre me rodearam e eu admirei. Pessoas que eram parte do meu pequeno mundo. Pessoas de que ainda guardo o sorriso, o cheiro, o som das palavras.
Se isto é assim, morre-se aos poucos, lentamente, até já pouco restar que nos prenda á vida.
E, como todas as dívidas que não se pagam a pronto, morremos pagando juros e amortizações, morremos mais do que devíamos, muito mais.
A longo prazo, acabamos por morrer duas ou três vezes.
Por outro lado, a dor vem gradualmente, vamo-nos habituando a ela, insidiosamente, quase sem darmos por isso. Um mês fazemos um pagamento, no mês seguinte dois, lá vem depois um mês onde somos dispensados da prestação.
A morte financiada a prazo com prestações suaves.
Suaves ... mas mortíferas, não se esqueçam.
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7/05/2004 10:15:00 da tarde
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domingo, julho 04, 2004
A ARTE DE NÃO FAZER NADA
Um país em transe. Um país inteiro à espera. Como sempre. Não sei bem como, mas os portugueses arranjam sempre forma de estarem à espera de alguma coisa. Estar à espera significa que não é preciso fazer nada, nem sequer mexer, apenas respirar.
Agora espera-se pela final do Europeu 2004 e também pela decisão do Presidente. Depois há-de esperar-se pelo novo Governo, para ver como as coisas vão parar. E se houver eleições antecipadas ainda melhor : o tempo de espera aumenta e aumenta o período em que há justificação para não se fazer nada.
Hoje de manhã, no café, ouvi o seguinte comentário de uma senhora para o empregado de balcão : “Amanhã devia ser feriado nacional, se ganharmos hoje a final ! “ ... Com o meu melhor sorriso acrescentei : “E se perdermos também, para nos recompôrmos ...”
O sorriso de cumplicidade foi geral. Somos assim, uns mestres na arte de arranjar pretextos para não fazer nada.
Quem sabe se, afinal, não é essa a grande mais valia da cultura portuguesa ? Sim, porque essa história de que só o trabalho dignifica e dá valor à existência humana está muito mal contada, eheheh ...
Acho eu, claro.
Um país em transe. Um país inteiro à espera. Como sempre. Não sei bem como, mas os portugueses arranjam sempre forma de estarem à espera de alguma coisa. Estar à espera significa que não é preciso fazer nada, nem sequer mexer, apenas respirar.
Agora espera-se pela final do Europeu 2004 e também pela decisão do Presidente. Depois há-de esperar-se pelo novo Governo, para ver como as coisas vão parar. E se houver eleições antecipadas ainda melhor : o tempo de espera aumenta e aumenta o período em que há justificação para não se fazer nada.
Hoje de manhã, no café, ouvi o seguinte comentário de uma senhora para o empregado de balcão : “Amanhã devia ser feriado nacional, se ganharmos hoje a final ! “ ... Com o meu melhor sorriso acrescentei : “E se perdermos também, para nos recompôrmos ...”
O sorriso de cumplicidade foi geral. Somos assim, uns mestres na arte de arranjar pretextos para não fazer nada.
Quem sabe se, afinal, não é essa a grande mais valia da cultura portuguesa ? Sim, porque essa história de que só o trabalho dignifica e dá valor à existência humana está muito mal contada, eheheh ...
Acho eu, claro.
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Vitor Cunha
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7/04/2004 04:20:00 da tarde
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quinta-feira, julho 01, 2004
NÃO GOSTO DE POLÍTICOS PROFISSIONAIS, PRONTO !
A vida política tem destas coisas : os políticos profissionais, homens que nunca foram pedreiros, médicos, advogados, engenheiros ou funcionários administrativos, embora muitas vezes sejam titulares de diplomas e carteiras profissionais. Nunca tiveram qualquer profissão, foram sempre homens “dedicados” ao seu partido e à coisa pública. Leia-se : viveram do seu partido ou do nosso dinheiro. Profissão : político. Podem ser políticos centrais, ministros ou homens do aparelho partidário ou podem ser locais, autarcas e similares. Une-os porém o entusiasmo de representar o povo e de gerir as coisas que são de todos nós. Nunca trabalharam em nada de concreto, nunca demonstraram aptidão particular para nada além de se fazerem eleger ou nomear. Falam sempre com um ar categórico, possuidores de visões e certezas inabaláveis, vendem sempre uma ideia de convicção e segurança.
Nunca gostei desses tipos que nunca fizeram nada de prático na vida. Assim como nunca gostei de vadios, chulos ou vigaristas.
Por mim, faço-lhes sempre esta pergunta : oiça lá, óh mister, afinal quem é você e o que é que já produziu de útil na vida ? E se nunca fez nada de concreto, como quer que eu acredite que é capaz de governar este país ?
Não se espantem nem abespinhem : gajos destes, conheço-os de todas as cores ... embora nem todos se arrisquem a acabar em Primeiro-Ministro !
A vida política tem destas coisas : os políticos profissionais, homens que nunca foram pedreiros, médicos, advogados, engenheiros ou funcionários administrativos, embora muitas vezes sejam titulares de diplomas e carteiras profissionais. Nunca tiveram qualquer profissão, foram sempre homens “dedicados” ao seu partido e à coisa pública. Leia-se : viveram do seu partido ou do nosso dinheiro. Profissão : político. Podem ser políticos centrais, ministros ou homens do aparelho partidário ou podem ser locais, autarcas e similares. Une-os porém o entusiasmo de representar o povo e de gerir as coisas que são de todos nós. Nunca trabalharam em nada de concreto, nunca demonstraram aptidão particular para nada além de se fazerem eleger ou nomear. Falam sempre com um ar categórico, possuidores de visões e certezas inabaláveis, vendem sempre uma ideia de convicção e segurança.
Nunca gostei desses tipos que nunca fizeram nada de prático na vida. Assim como nunca gostei de vadios, chulos ou vigaristas.
Por mim, faço-lhes sempre esta pergunta : oiça lá, óh mister, afinal quem é você e o que é que já produziu de útil na vida ? E se nunca fez nada de concreto, como quer que eu acredite que é capaz de governar este país ?
Não se espantem nem abespinhem : gajos destes, conheço-os de todas as cores ... embora nem todos se arrisquem a acabar em Primeiro-Ministro !
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Vitor Cunha
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7/01/2004 11:32:00 da tarde
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terça-feira, junho 29, 2004
CONDECOREM-O !
Proponho que o Presidente da Republica, no 10 de Junho de 2005, agracie o Dr. Durão Barroso com a mais alta condecoração nacional para premiar actos extraordinários na defesa dos interesses nacionais. Homens destes não temos muitos : combativos, abnegados, estóicos, persistentes, indiferentes a dificuldades e prejuízos pessoais, imunes á cobiça e ao deslumbramento das grandes benesses ...
Condecorem o homem, pois !
Proponho que o Presidente da Republica, no 10 de Junho de 2005, agracie o Dr. Durão Barroso com a mais alta condecoração nacional para premiar actos extraordinários na defesa dos interesses nacionais. Homens destes não temos muitos : combativos, abnegados, estóicos, persistentes, indiferentes a dificuldades e prejuízos pessoais, imunes á cobiça e ao deslumbramento das grandes benesses ...
Condecorem o homem, pois !
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Vitor Cunha
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6/29/2004 11:49:00 da tarde
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domingo, junho 27, 2004
APENAS ALGUMAS PERGUNTAS SIMPLES ...
- Durão Barroso, quando das eleições legislativas, não se tinha comprometido a exercer o cargo de Primeiro Ministro, se fosse eleito ? Ou era só até arranjar um emprego melhor ?
- Durão Barroso foi “obrigado” pela Europa a aceitar o cargo de presidente da Comissão Europeia ? Aceitou contrariadíssimo ? Mostrou pena de nos abandonar ?
- Porque motivo é que o dr. Durão Barroso aceitou o convite para esse cargo ? Sentido de dever patriótico ? Para poder solucionar a crise portuguesa ? Para dar um contributo á honra e glória de Portugal ?
- Para que raio precisa a Europa de um homem que abandonou o seu próprio país numa altura dificil ? Que esperam de um homem desses ? Ou isto já é como no futebol, o meu clube é quem me pagar melhor ?
- Que motivos levam o PSD e o PP a não desejar que se realizem novas eleições legislativas antecipadas ? O seu desejo de que seja respeitada a vontade dos portugueses ? Evitar as despesas de umas novas eleições ?
- É legítimo que o PSD se reuna e escolha um seu militante para Primeiro Ministro, assim sem dar cavaco a mais nenhum português, só porque o partido ganhou as eleições em 2002, com um OUTRO lider ?
- Afinal quem mais ordena no nosso desgraçado país ? Quem paga as contas, nós todos, ou meia dúzia de senhores empertigados que fazem tudo para não ouvir a nossa opinião ?
- E tu que achas, caro leitor : vamos a votos ou vamos deixar que nos governe alguém que nunca escolhemos ?
- Durão Barroso, quando das eleições legislativas, não se tinha comprometido a exercer o cargo de Primeiro Ministro, se fosse eleito ? Ou era só até arranjar um emprego melhor ?
- Durão Barroso foi “obrigado” pela Europa a aceitar o cargo de presidente da Comissão Europeia ? Aceitou contrariadíssimo ? Mostrou pena de nos abandonar ?
- Porque motivo é que o dr. Durão Barroso aceitou o convite para esse cargo ? Sentido de dever patriótico ? Para poder solucionar a crise portuguesa ? Para dar um contributo á honra e glória de Portugal ?
- Para que raio precisa a Europa de um homem que abandonou o seu próprio país numa altura dificil ? Que esperam de um homem desses ? Ou isto já é como no futebol, o meu clube é quem me pagar melhor ?
- Que motivos levam o PSD e o PP a não desejar que se realizem novas eleições legislativas antecipadas ? O seu desejo de que seja respeitada a vontade dos portugueses ? Evitar as despesas de umas novas eleições ?
- É legítimo que o PSD se reuna e escolha um seu militante para Primeiro Ministro, assim sem dar cavaco a mais nenhum português, só porque o partido ganhou as eleições em 2002, com um OUTRO lider ?
- Afinal quem mais ordena no nosso desgraçado país ? Quem paga as contas, nós todos, ou meia dúzia de senhores empertigados que fazem tudo para não ouvir a nossa opinião ?
- E tu que achas, caro leitor : vamos a votos ou vamos deixar que nos governe alguém que nunca escolhemos ?
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Vitor Cunha
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6/27/2004 11:44:00 da tarde
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sábado, junho 26, 2004
UMA IMENSA VERGONHA ...
Sinceramente, nunca esperei assistir a um espectáculo destes.
Uma falta de ética do tamanho do Mundo, uma ausência de principios completamente despudorada, um cinismo inacreditável !
Vamos por partes.
Durão Barroso prometeu servir os portugueses como Primeiro-Ministro. Mais : prometeu que, depois do apertar do cinto vinham aí agora os dias da retoma.
Prometeu ... e não vai cumprir. Falta de ética.
O País atravessa uma fase particularmente delicada, quanto á confiança dos cidadãos, quanto á sua capacidade de afirmação e de superação de dificuldades.
Abandonar o Governo nesta altura demonstra ausência de principios, demonstra que há outros amores na vida de Durão Barroso que não o amor à causa pública. Durão Barroso está-se nas tintas para os portugueses e para os seus problemas, é agora bem nítido.
Cinismo, por fim. É cinismo pretender que a presidência da comissão europeia seja algo mais que um desejo e sonho pessoais. Não é, nunca foi do interesse de Portugal que esse cargo seja desempenhado por um português. Não é, de forma alguma, uma escolha que nos faça ficar vaidosos. Durão Barroso não foi escolhido pelos seus méritos, foi escolhido por um consenso de indiferenças. A escolha de Durão Barroso não adianta nada aos portugueses, apenas enriquece o curriculo do próprio. Apenas alimenta a sua vaidade pessoal e a da sua corte próxima.
Cinismo, pretender disfarçar a cobiça pessoal com o interesse nacional.
Como se isto não chegasse, há quem sustente que não deve haver novas eleições e que Santana Lopes assuma, tranquilamente, o cargo de Primeiro-Ministro, visto que é o nº 2 do PSD ...
Meu Deus : então, depois da chapada violenta das ultimas e recentes eleições europeias, teremos que aturar como Primeiro-Ministro um qualquer senhor em que ninguém votou ?
Um foge das dificuldades e enriquece o curriculo e o outro fica Chefe de Governo como por artes mágicas ??????
Mas isto é assim ??
Fica-me uma duvida angustiante : o que pensarão os portugueses ( todos, mesmo os que votaram no PSD e em Durão Barroso nas ultimas legislativas ) desta novela ? Ficarão embevecidos com um presidente português na Comissão Europeia ou perceberão o grande barrete que enfiaram quando escolheram este homem ?
Por tudo isto, e porque quem manda nesta merdice toda afinal ainda somos nós, é imperioso fazer novas eleições, logo que possível. Urgentemente.
Talvez Durão Barroso venha a arranjar tempo para vir votar ao seu país.
Uma imensa vergonha !
Sinceramente, nunca esperei assistir a um espectáculo destes.
Uma falta de ética do tamanho do Mundo, uma ausência de principios completamente despudorada, um cinismo inacreditável !
Vamos por partes.
Durão Barroso prometeu servir os portugueses como Primeiro-Ministro. Mais : prometeu que, depois do apertar do cinto vinham aí agora os dias da retoma.
Prometeu ... e não vai cumprir. Falta de ética.
O País atravessa uma fase particularmente delicada, quanto á confiança dos cidadãos, quanto á sua capacidade de afirmação e de superação de dificuldades.
Abandonar o Governo nesta altura demonstra ausência de principios, demonstra que há outros amores na vida de Durão Barroso que não o amor à causa pública. Durão Barroso está-se nas tintas para os portugueses e para os seus problemas, é agora bem nítido.
Cinismo, por fim. É cinismo pretender que a presidência da comissão europeia seja algo mais que um desejo e sonho pessoais. Não é, nunca foi do interesse de Portugal que esse cargo seja desempenhado por um português. Não é, de forma alguma, uma escolha que nos faça ficar vaidosos. Durão Barroso não foi escolhido pelos seus méritos, foi escolhido por um consenso de indiferenças. A escolha de Durão Barroso não adianta nada aos portugueses, apenas enriquece o curriculo do próprio. Apenas alimenta a sua vaidade pessoal e a da sua corte próxima.
Cinismo, pretender disfarçar a cobiça pessoal com o interesse nacional.
Como se isto não chegasse, há quem sustente que não deve haver novas eleições e que Santana Lopes assuma, tranquilamente, o cargo de Primeiro-Ministro, visto que é o nº 2 do PSD ...
Meu Deus : então, depois da chapada violenta das ultimas e recentes eleições europeias, teremos que aturar como Primeiro-Ministro um qualquer senhor em que ninguém votou ?
Um foge das dificuldades e enriquece o curriculo e o outro fica Chefe de Governo como por artes mágicas ??????
Mas isto é assim ??
Fica-me uma duvida angustiante : o que pensarão os portugueses ( todos, mesmo os que votaram no PSD e em Durão Barroso nas ultimas legislativas ) desta novela ? Ficarão embevecidos com um presidente português na Comissão Europeia ou perceberão o grande barrete que enfiaram quando escolheram este homem ?
Por tudo isto, e porque quem manda nesta merdice toda afinal ainda somos nós, é imperioso fazer novas eleições, logo que possível. Urgentemente.
Talvez Durão Barroso venha a arranjar tempo para vir votar ao seu país.
Uma imensa vergonha !
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Vitor Cunha
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6/26/2004 05:47:00 da tarde
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domingo, maio 16, 2004
AINDA ESTE NOSSO EXCELENTE ENSINO
Diz o povo que não há pior cego que aquele que não quer ver.
Ai, ai ... que lhes havemos de fazer, aos profissionais do ensino ? Andam há tantos anos ofuscados e deslumbrados pelas promessas de um maravilhoso mundo novo que ainda não viram o lindo resultado a que essas miragens conduziram o ensino nos ultimos anos.
Será assim tão dificil compreender que, seja como for, os modelos que têm sido experimentados NÃO FUNCIONAM ?
Ouviram ? NÃO FUNCIONAM !!!!!!!!!!!!!!!!!
Quando algo não funciona, há que procurar as causas e inflectir, não é ? Porque insistem em jogos de palavras ? Porque tornam complicado aquilo que não o é assim tanto ? Que necessidade atávica têm de usar conceitos grandiosos e frases cabalísticas ( de resto de validade bem duvidosas ) para teorizarem .... não sei bem o quê, só se for para explicar o desastre onde nos atolámos todos.
E é sempre assim. Se o Governo mudar ( não é se, é quando ) aparecerão mais uns iluminados e iluminadas a mudar curriculos ( ou devo dizer curricula, para ser mais erudito ? ? ) , programas, sei lá eu mais o quê ?
Percebem ?
Ninguém se interessa pelo ensino, interessam-se é por eles mesmos, pela sua afirmação pessoal, pela tentativa de imprimirem o seu cunho pessoal.
Tristeza ....
Depois, oiço sempre a frase de um milhão de euros, a frase miraculosa que fará calar os opositores, reduzindo-os à categoria de fósseis ainda por cima conservadores e de costela totalitária : a escola de ontem morreu, não voltará a ser a mesma ...
Ehehehe ... como se alguém, aqui este escriba incluido, pretendesse ressuscitar a escola de ontem !
O que eu quero, isso sim, é uma Escola que funcione, onde os alunos aprendam ( têm um pavor desta palavra tremendo, não têm ? ), seja conhecimento, seja atitudes, e donde não saiam permanentemente fraudes totais, em percentagens escandalosas .... com a excepção dos alunos dedicados a Medicina que, de repente, passaram todos a ter médias de 20 !! Ehehehehe ... isto é um gozo pegado, e eles não vêem !
Bom, sejamos mais claros. Eu sou adepto de visitas de estudo ( fiz algumas por iniciativa minha e proporcionei outras, do outro lado, como entidade visitada ), acho que os jovens devem aprender conceitos de cidadania, piano, música, código da estrada e essas coisas todas. Não é aí que está o busilis, pois não ?
O problema está no Português, kd x + pobre ( né ? ), na Matemática, na Filosofia, no domínio das ferramentas básicas da estruturação mental, na posse dos conceitos indispensáveis ao raciocínio, meu Deus ....
Até quando vamos a andar a enganarmo-nos uns aos outros ?
Ou será que ESTA escola, esta nossa escola de miséria e de ignorância é que É, VERDADEIRAMENTE, a Escola de HOJE e de AMANHÃ ?
Diz o povo que não há pior cego que aquele que não quer ver.
Ai, ai ... que lhes havemos de fazer, aos profissionais do ensino ? Andam há tantos anos ofuscados e deslumbrados pelas promessas de um maravilhoso mundo novo que ainda não viram o lindo resultado a que essas miragens conduziram o ensino nos ultimos anos.
Será assim tão dificil compreender que, seja como for, os modelos que têm sido experimentados NÃO FUNCIONAM ?
Ouviram ? NÃO FUNCIONAM !!!!!!!!!!!!!!!!!
Quando algo não funciona, há que procurar as causas e inflectir, não é ? Porque insistem em jogos de palavras ? Porque tornam complicado aquilo que não o é assim tanto ? Que necessidade atávica têm de usar conceitos grandiosos e frases cabalísticas ( de resto de validade bem duvidosas ) para teorizarem .... não sei bem o quê, só se for para explicar o desastre onde nos atolámos todos.
E é sempre assim. Se o Governo mudar ( não é se, é quando ) aparecerão mais uns iluminados e iluminadas a mudar curriculos ( ou devo dizer curricula, para ser mais erudito ? ? ) , programas, sei lá eu mais o quê ?
Percebem ?
Ninguém se interessa pelo ensino, interessam-se é por eles mesmos, pela sua afirmação pessoal, pela tentativa de imprimirem o seu cunho pessoal.
Tristeza ....
Depois, oiço sempre a frase de um milhão de euros, a frase miraculosa que fará calar os opositores, reduzindo-os à categoria de fósseis ainda por cima conservadores e de costela totalitária : a escola de ontem morreu, não voltará a ser a mesma ...
Ehehehe ... como se alguém, aqui este escriba incluido, pretendesse ressuscitar a escola de ontem !
O que eu quero, isso sim, é uma Escola que funcione, onde os alunos aprendam ( têm um pavor desta palavra tremendo, não têm ? ), seja conhecimento, seja atitudes, e donde não saiam permanentemente fraudes totais, em percentagens escandalosas .... com a excepção dos alunos dedicados a Medicina que, de repente, passaram todos a ter médias de 20 !! Ehehehehe ... isto é um gozo pegado, e eles não vêem !
Bom, sejamos mais claros. Eu sou adepto de visitas de estudo ( fiz algumas por iniciativa minha e proporcionei outras, do outro lado, como entidade visitada ), acho que os jovens devem aprender conceitos de cidadania, piano, música, código da estrada e essas coisas todas. Não é aí que está o busilis, pois não ?
O problema está no Português, kd x + pobre ( né ? ), na Matemática, na Filosofia, no domínio das ferramentas básicas da estruturação mental, na posse dos conceitos indispensáveis ao raciocínio, meu Deus ....
Até quando vamos a andar a enganarmo-nos uns aos outros ?
Ou será que ESTA escola, esta nossa escola de miséria e de ignorância é que É, VERDADEIRAMENTE, a Escola de HOJE e de AMANHÃ ?
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Vitor Cunha
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5/16/2004 01:05:00 da manhã
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segunda-feira, maio 10, 2004
O meu ultimo texto mereceu o seguinte comentário de uma amiga minha, de resto professora experimentada e com êxitos averbados na sua carreira.
Cito :
“Hoje em dia, é convicção geral que a aprendizagem depende, antes de mais, da actividade do aluno. E se assim é, isso obriga a redefinir o papel do professor. Assim sendo, não faz qualquer sentido uma perspectiva que continue a encarar o trabalho dos docentes como o de distribuidores exclusivos do saber. Qualquer docente tem de saber assumir-se essencialmente como criador de situações de aprendizagem e como organizador de trabalho escolar. O discurso magistral tem de ceder lugar a um saber construído interactivamente através de uma actividade disciplinada, com regras comumente assumidas e estabelecidas e que justifique, verdadeiramente, a designação de trabalho.”
Leram ? Concordam ?
Também eu.
E, contudo, não vos sei bem explicar porquê, foi sempre assim desde que o 25ABRIL levantou a tampa do caldeirão : no sector da Educação, nunca duas pessoas concordaram com nada, houve sempre a tentação de transportar para o interior do sector as realidades e análises da vida política circundante. Desta forma, todo o ensino que existia foi apelidado de autoritário, fascista, elitista, magister dixit, eu sei lá. E não era ? Era um pouco disso tudo, sim, mas era também outra coisa : um sistema profundamente testado pelo tempo e do conhecimento de todos os agentes de ensino, quase de olhos fechados. O numero de alunos abrangidos era ínfimo ( aí sim, aí é que residia o essencial NEGATIVO do seu carácter elitista, não nos programas nem na relação professor-aluno, mas enfim ... ) o que permitia uma grande eficácia no seu funcionamento.
O 25ABRIL destapou, como já disse, o caldeirão. Tudo foi posto em causa. Programas, métodos, formas de acesso, professores ... a palavra de ordem foi abater, destruir. E foi isso que sucedeu, note-se. A relação professor-aluno foi destruida, “fascista” que era, e em seu lugar apareceu ... nada, apareceu um granel incomensurável, o vazio total de autoridade, como se sabe. E é óbvio que, numa situação caótica, não há programa nem método que resultem ....
Contudo, sabem o que suedeu então ? Vindos das profundezas de uns vagos mestrados em Ciências da Educação tirados não sei bem onde, uma pleiade de arautos ( arautas, tb ! ) dos novos métodos invadiram o Ministério, chateando o juízo a quem os queria ouvir : que nada, que era preciso centrar o ensino no aluno, que a criatividade assim e assado, que era preciso destruir o ar magistral do ensino, que as criancinhas sabiam muito bem como queriam aprender, etc..etc ...
E tumba, saía reforma.
O pior é que mudava o Governo ou os funcionários superiores do Ministério e tumba, os outros eram uns estúpidos e eles é que sabiam, vá de fazer outra reforma.
Entretanto, como traço comum a todas estas reformas, aquilo a que eu chamo a política da cobardia pedagógica : era preciso fazer coisas cada vez mais atraentes, era preciso que os programas pudessem competir com os jogos de computador, o objectivo era o ensino sem dor, a aprendizagem alegre, tudo numa boa sem qualquer tipo de trabalho ou suor ...
E o mito do bom aluno ganhava raízes, como já anos antes ganhara o do bom selvagem. Os homens tendem muito a esquecer, sabem ? A verdade é que o ambiente nas nossas Escolas era e ainda é , em muitos casos, o do encontrão de alunos aos professores nos corredores ... o medo dos professores de verem os seus carros riscados, a subserviência perante alunos cretinóides que ameaçam bater em professores e os apelidam de filhos da puta, em plena aula e nas calmas, sem que nem sequer uma repreensão mereçam em seguida ... E se julgam que minto ou exagero é porque, de facto, nunca viram uma Escola nos dias de hoje. Eu vi e trabalhei numa, pelo menos.
Resultado de tudo isto : os alunos acabaram por fazer aquilo que é o seu interesse imediato, ou seja fugir ao trabalho e dedicarem-se aos shots do Bairro Alto, com a complacência dos papás e dos senhores professores, ambos absolvidos pelos pedagogos da liberdade no ensino.
( exceptuam-se sempre aqueles alunos que são sempre bons alunos seja qual for a tormenta, claro )
E depois ?
Bem, quando me falam em interactividade, fico com os cabelos em pé. Percebem porquê ?
Hoje entende-se que a aprendizagem depende essencialmente da actividade do aluno .... diz-me a minha querida amiga.
E quando é que não era assim ?
Precisamente por se saber que dependia em muito da atitude do aluno é que , sabiamente, se criavam mecanismos para incentivar e controlar essa atitude. Desde trabalhos para casa até aos exames nacionais obrigatórios, passando pelas chamadas, perguntas para o lugar, etc ...
Hoje, toda esta panóplia de armas do professor está posta em causa. São armas fascistas que ameaçam ou a liberdade dos alunos ou o seu tempo livre, tadinhos ...
Então, como vamos criar neles essa atitude ?
Reune-te com os teus colegas e discute o conceito de batata ? Ehehehe, esta é màzinha, não é ?
Ou vamos todos discutir em conjunto e escolher o tema da aula de hoje ?
Ou quem acha que se não devia aprender Matemática ?
Ai meu Deus, que grandes confusões e buracos Abril abriu ...
Já longo este solilóquio, ainda lhe junto mais estas farpas, dirigidas a ninguém em especial, apenas a todos nós que somos sempre tão prontos a aderir a todas as coisas novas :
1º) o discurso magistral conduziu a resultados práticos incomparavelmente superiores aos actuais, em termos de eficácia e até de eficiência. A sua não aplicabilidade, nos dias de hoje, deriva mais da sua não adequação “democrática” que da falta de eficácia técnica.
O autor, e muita gente ainda como ele, foi “vítima” desse tipo de ensino e a verdade é que aprendeu. E nem sequer recorda os seus professores como algo distante e “magistral”.
2º) por oposição ao discurso magistral criou-se hoje um discurso quase que maliciosamente inverso, em que, em nome da “interactividade”, aqueles que sabem se diluem na sala de aula, em detrimento daqueles que não percebem patavina da matéria. Lindo. Casos conheço em que a sala de aulas parece uma miniatura da Assembleia da Republica, que, como se sabe, é o paradigma do saber e da eficácia.
3º) toda a gente ligada ao Ensino parece ( curiosamente ) mais interessada na discussão e na experimentação de pedagogias, didácticas, filosofias, etc... que em resultados concretos no sector onde trabalham.
4º) a questão do magistral versus interactividade, bem como da memória versus a sua recusa ( pelos mesmos motivos ideológicos, a negação da autoridade ) conduziram a situações caricatas, como a de alunos de engenharia, entrevistados á porta do IST, evidenciando o seu desconhecimento quanto ao resultado de 8 vezes 9 ...
5º) abandonar um qualquer método estabilizado sem que um outro o substitua, funcionando igualmente de uma forma suave e oleada, resulta em desastre certo.
Toda esta gente ( gente competente e dedicada, na sua maioria ) parece ter esquecido a velha mas sempre infalível verdade : é preferível um mau método que funcione bem, e ao qual toda a gente esteja adaptada, que um método excelente que não funcione minimamente, por ser pouco familiar aos agentes de ensino ou por não existirem condições exteriores que o viabilizem.
6º) Se persistirem objecções ideológicas ou outras a um método que prefira a eficácia à “interactividade”, então que se declare o estado de sítio no ensino. A calamidade bem o merece, e , nesse caso, como se sabe, os direitos e liberdades sofrem algumas restricções em nome do bem comum. Assim se faça, é preciso que a nossa malta comece a saber alguma coisa de jeito, caraças. Mesmo que seja através de métodos magistrais, ditatoriais ou outros que tais.
Que me desculpe a minha amiga este desabafo. As ideias que defende estarão correctas, são generosas, mas talvez não sejam aplicáveis a um “tempo de guerra” como o que se vive no ensino... e a verdade é que os ultimos vinte ou trinta anos no ensino em Portugal foram catastróficos. E ela é uma das que bem o sabem e contra isso lutam no dia a dia.
Apesar de tudo, como sempre assim foi, que cada um faça como quiser ... mas, repetindo a minha divisa criada há dias : ENSINEM, PORRA !!
Quanto aos senhores alunos, interactivos ou estáticos, ESTUDEM, CARAGO !!
Por ultimo, quanto aos papás ... ah, estes nossos seráficos papás : SEJAM PAIS, CARAMBA !
Não sei dizer mais nada, esgotei-me.
Também não admira, sou fruto de um ensino magistral e com laivos fascistas, a imaginação não é o meu forte.
Cito :
“Hoje em dia, é convicção geral que a aprendizagem depende, antes de mais, da actividade do aluno. E se assim é, isso obriga a redefinir o papel do professor. Assim sendo, não faz qualquer sentido uma perspectiva que continue a encarar o trabalho dos docentes como o de distribuidores exclusivos do saber. Qualquer docente tem de saber assumir-se essencialmente como criador de situações de aprendizagem e como organizador de trabalho escolar. O discurso magistral tem de ceder lugar a um saber construído interactivamente através de uma actividade disciplinada, com regras comumente assumidas e estabelecidas e que justifique, verdadeiramente, a designação de trabalho.”
Leram ? Concordam ?
Também eu.
E, contudo, não vos sei bem explicar porquê, foi sempre assim desde que o 25ABRIL levantou a tampa do caldeirão : no sector da Educação, nunca duas pessoas concordaram com nada, houve sempre a tentação de transportar para o interior do sector as realidades e análises da vida política circundante. Desta forma, todo o ensino que existia foi apelidado de autoritário, fascista, elitista, magister dixit, eu sei lá. E não era ? Era um pouco disso tudo, sim, mas era também outra coisa : um sistema profundamente testado pelo tempo e do conhecimento de todos os agentes de ensino, quase de olhos fechados. O numero de alunos abrangidos era ínfimo ( aí sim, aí é que residia o essencial NEGATIVO do seu carácter elitista, não nos programas nem na relação professor-aluno, mas enfim ... ) o que permitia uma grande eficácia no seu funcionamento.
O 25ABRIL destapou, como já disse, o caldeirão. Tudo foi posto em causa. Programas, métodos, formas de acesso, professores ... a palavra de ordem foi abater, destruir. E foi isso que sucedeu, note-se. A relação professor-aluno foi destruida, “fascista” que era, e em seu lugar apareceu ... nada, apareceu um granel incomensurável, o vazio total de autoridade, como se sabe. E é óbvio que, numa situação caótica, não há programa nem método que resultem ....
Contudo, sabem o que suedeu então ? Vindos das profundezas de uns vagos mestrados em Ciências da Educação tirados não sei bem onde, uma pleiade de arautos ( arautas, tb ! ) dos novos métodos invadiram o Ministério, chateando o juízo a quem os queria ouvir : que nada, que era preciso centrar o ensino no aluno, que a criatividade assim e assado, que era preciso destruir o ar magistral do ensino, que as criancinhas sabiam muito bem como queriam aprender, etc..etc ...
E tumba, saía reforma.
O pior é que mudava o Governo ou os funcionários superiores do Ministério e tumba, os outros eram uns estúpidos e eles é que sabiam, vá de fazer outra reforma.
Entretanto, como traço comum a todas estas reformas, aquilo a que eu chamo a política da cobardia pedagógica : era preciso fazer coisas cada vez mais atraentes, era preciso que os programas pudessem competir com os jogos de computador, o objectivo era o ensino sem dor, a aprendizagem alegre, tudo numa boa sem qualquer tipo de trabalho ou suor ...
E o mito do bom aluno ganhava raízes, como já anos antes ganhara o do bom selvagem. Os homens tendem muito a esquecer, sabem ? A verdade é que o ambiente nas nossas Escolas era e ainda é , em muitos casos, o do encontrão de alunos aos professores nos corredores ... o medo dos professores de verem os seus carros riscados, a subserviência perante alunos cretinóides que ameaçam bater em professores e os apelidam de filhos da puta, em plena aula e nas calmas, sem que nem sequer uma repreensão mereçam em seguida ... E se julgam que minto ou exagero é porque, de facto, nunca viram uma Escola nos dias de hoje. Eu vi e trabalhei numa, pelo menos.
Resultado de tudo isto : os alunos acabaram por fazer aquilo que é o seu interesse imediato, ou seja fugir ao trabalho e dedicarem-se aos shots do Bairro Alto, com a complacência dos papás e dos senhores professores, ambos absolvidos pelos pedagogos da liberdade no ensino.
( exceptuam-se sempre aqueles alunos que são sempre bons alunos seja qual for a tormenta, claro )
E depois ?
Bem, quando me falam em interactividade, fico com os cabelos em pé. Percebem porquê ?
Hoje entende-se que a aprendizagem depende essencialmente da actividade do aluno .... diz-me a minha querida amiga.
E quando é que não era assim ?
Precisamente por se saber que dependia em muito da atitude do aluno é que , sabiamente, se criavam mecanismos para incentivar e controlar essa atitude. Desde trabalhos para casa até aos exames nacionais obrigatórios, passando pelas chamadas, perguntas para o lugar, etc ...
Hoje, toda esta panóplia de armas do professor está posta em causa. São armas fascistas que ameaçam ou a liberdade dos alunos ou o seu tempo livre, tadinhos ...
Então, como vamos criar neles essa atitude ?
Reune-te com os teus colegas e discute o conceito de batata ? Ehehehe, esta é màzinha, não é ?
Ou vamos todos discutir em conjunto e escolher o tema da aula de hoje ?
Ou quem acha que se não devia aprender Matemática ?
Ai meu Deus, que grandes confusões e buracos Abril abriu ...
Já longo este solilóquio, ainda lhe junto mais estas farpas, dirigidas a ninguém em especial, apenas a todos nós que somos sempre tão prontos a aderir a todas as coisas novas :
1º) o discurso magistral conduziu a resultados práticos incomparavelmente superiores aos actuais, em termos de eficácia e até de eficiência. A sua não aplicabilidade, nos dias de hoje, deriva mais da sua não adequação “democrática” que da falta de eficácia técnica.
O autor, e muita gente ainda como ele, foi “vítima” desse tipo de ensino e a verdade é que aprendeu. E nem sequer recorda os seus professores como algo distante e “magistral”.
2º) por oposição ao discurso magistral criou-se hoje um discurso quase que maliciosamente inverso, em que, em nome da “interactividade”, aqueles que sabem se diluem na sala de aula, em detrimento daqueles que não percebem patavina da matéria. Lindo. Casos conheço em que a sala de aulas parece uma miniatura da Assembleia da Republica, que, como se sabe, é o paradigma do saber e da eficácia.
3º) toda a gente ligada ao Ensino parece ( curiosamente ) mais interessada na discussão e na experimentação de pedagogias, didácticas, filosofias, etc... que em resultados concretos no sector onde trabalham.
4º) a questão do magistral versus interactividade, bem como da memória versus a sua recusa ( pelos mesmos motivos ideológicos, a negação da autoridade ) conduziram a situações caricatas, como a de alunos de engenharia, entrevistados á porta do IST, evidenciando o seu desconhecimento quanto ao resultado de 8 vezes 9 ...
5º) abandonar um qualquer método estabilizado sem que um outro o substitua, funcionando igualmente de uma forma suave e oleada, resulta em desastre certo.
Toda esta gente ( gente competente e dedicada, na sua maioria ) parece ter esquecido a velha mas sempre infalível verdade : é preferível um mau método que funcione bem, e ao qual toda a gente esteja adaptada, que um método excelente que não funcione minimamente, por ser pouco familiar aos agentes de ensino ou por não existirem condições exteriores que o viabilizem.
6º) Se persistirem objecções ideológicas ou outras a um método que prefira a eficácia à “interactividade”, então que se declare o estado de sítio no ensino. A calamidade bem o merece, e , nesse caso, como se sabe, os direitos e liberdades sofrem algumas restricções em nome do bem comum. Assim se faça, é preciso que a nossa malta comece a saber alguma coisa de jeito, caraças. Mesmo que seja através de métodos magistrais, ditatoriais ou outros que tais.
Que me desculpe a minha amiga este desabafo. As ideias que defende estarão correctas, são generosas, mas talvez não sejam aplicáveis a um “tempo de guerra” como o que se vive no ensino... e a verdade é que os ultimos vinte ou trinta anos no ensino em Portugal foram catastróficos. E ela é uma das que bem o sabem e contra isso lutam no dia a dia.
Apesar de tudo, como sempre assim foi, que cada um faça como quiser ... mas, repetindo a minha divisa criada há dias : ENSINEM, PORRA !!
Quanto aos senhores alunos, interactivos ou estáticos, ESTUDEM, CARAGO !!
Por ultimo, quanto aos papás ... ah, estes nossos seráficos papás : SEJAM PAIS, CARAMBA !
Não sei dizer mais nada, esgotei-me.
Também não admira, sou fruto de um ensino magistral e com laivos fascistas, a imaginação não é o meu forte.
Publicada por
Vitor Cunha
à(s)
5/10/2004 03:23:00 da tarde
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sábado, maio 08, 2004
A APOSTA NA EDUCAÇÃO É UM IMPERATIVO DE TODOS ! URGENTE !
“As escolas não podem viver na permanente expectativa de uma nova lei, de uma nova reforma, de um novo currículo, de um novo modelo de gestão»
Jorge Sampaio, Presidente da República, declarações feitas hoje na Fundação de Serralves
Pois é. É isso mesmo e muito mais. De repente, descobrimos que os novos 10 países que vieram juntar-se a nós na Europa têm, todos eles, índices de literacia melhores que os nossos. Todos.
E mais : descobrimos, de repente também, que por este andar nos tornámos um país de ignorantes chapados que não sabem nada, não produzem nada e apenas gostam de comer, ver futebol, apanhar sol e fazer sexo. Actividades atraentes e altamente motivadoras, diga-se. O mal está em que, no mundo moderno, para se poder fazer essas coisas é preciso um pouco mais que ler mal e atabalhoadamente e dizer que 3 vezes 9 são 29...
Et voilá. E agora ? Como é que vamos inverter esta trapalhice completa ? Não vai ser nada fácil, não ...
Eis a minha sugestão :
1. Os partidos do Governo e da oposição devem atingir uma plataforma de entendimento mínimo quanto a este objectivo e assumir o compromisso solene de não utilizar a educação no combate político nem mudar as regras do jogo do sistema educacional num período de 10 (? ) anos, salvo consenso em contrário.
2. Toda a gente – MAS MESMO TODA, HEM ? – deve reconhecer que este é um assunto VITAL e INADIÁVEL. A questão começa por se jogar em casa, com pais que saibam ser pais e filhos a trabalhar e não apenas “numa boa”, em jogos de computador, internet e saídas até às quinhentas com 15 anos de idade !!!
O maior problema do insucesso na educação COMEÇA EM CASA, gaita ! É assim tão dificil perceber isto ? Deixamos os meninos fazer o que querem, nunca os disciplinamos, obrigamos, estimulamos, o que quiserem ... e depois queremos que os professores façam maravilhas de uma matéria-prima completamente estragada ??
3. Utilizam-se os currículos actuais. Ninguém altera mais nada.
4. Os senhores professores e professoras vão convencer-se, de uma vez por todas, que o seu papel é o de ensinar e não o de andar por aí a inventar uns vagos e poéticos “projectos” que outro objectivo não tem que fugir ao trabalho pesado e ingrato de ensinar. Deixem-se de “áreas escolas” e de outras patetices quejandas. Ensinem Português, Matemática, Física, Literatura, Línguas, Informática, o que quiserem, mas ensinem, por Deus. Até mesmo coisas como Ética, Civismo, etc ...
Não façam tanta reunião sem propósito nem eficácia, não divinizem tanto os paizinhos patetas que vão refilar às Escolas, não fujam tanto aos seus deveres nem os remetam para os pobres contratados, não discutam tanto as pseudo-justificações sócio-psicológicas para o insucesso escolar, não inventem tantos estratagemas para não dar aulas .... ENSINEM, porra ! E percebam que, para poder ENSINAR, é preciso paz e tranquilidade nas Escolas e evitar a demagogia de que os alunos é que são o centro do ensino ...
5. Os senhores Ministros, Secretários de Estado, Directores-Gerais e Regionais da área da Educação devem ser escolhidos SEMPRE por consenso na Assembleia da República e ser personalidades à “antiga portuguesa” : sabedores, empenhados, HONESTOS, dotados de grande ÉTICA PROFISSIONAL e POLÌTICA.
A eles recomendaríamos que deixem as Escolas funcionar, preocupem-se mais em dar-lhes meios e condições, promovam uma grande campanha motivadora de introdução de paz e tranquilidade nas Escolas, restituam aos professores a sua dignidade perdida e sejam com eles exigentes, em seguida.
Pensam que seria dificil ? Ahahahaha .... sabem que eu acredito que até seria fácil ? O que falta é a nossa VONTADE COLECTIVA !
Como sempre. Como Povo, somos medíocres, não sabemos funcionar em conjunto para grandes objectivos. Os exemplos da Expo e do Euro 2004 não servem, nem deviam ser para aqui chamados : estou a referir-me a grandes objectvos colectivos de um povo, não a ideias de meia dúzia de entusiastas sabiamente aproveitadas por empreiteiros civis e sociedades de promoção imobilária.
É preciso não confundir.
VAMOS À EDUCAÇÃO ?
“As escolas não podem viver na permanente expectativa de uma nova lei, de uma nova reforma, de um novo currículo, de um novo modelo de gestão»
Jorge Sampaio, Presidente da República, declarações feitas hoje na Fundação de Serralves
Pois é. É isso mesmo e muito mais. De repente, descobrimos que os novos 10 países que vieram juntar-se a nós na Europa têm, todos eles, índices de literacia melhores que os nossos. Todos.
E mais : descobrimos, de repente também, que por este andar nos tornámos um país de ignorantes chapados que não sabem nada, não produzem nada e apenas gostam de comer, ver futebol, apanhar sol e fazer sexo. Actividades atraentes e altamente motivadoras, diga-se. O mal está em que, no mundo moderno, para se poder fazer essas coisas é preciso um pouco mais que ler mal e atabalhoadamente e dizer que 3 vezes 9 são 29...
Et voilá. E agora ? Como é que vamos inverter esta trapalhice completa ? Não vai ser nada fácil, não ...
Eis a minha sugestão :
1. Os partidos do Governo e da oposição devem atingir uma plataforma de entendimento mínimo quanto a este objectivo e assumir o compromisso solene de não utilizar a educação no combate político nem mudar as regras do jogo do sistema educacional num período de 10 (? ) anos, salvo consenso em contrário.
2. Toda a gente – MAS MESMO TODA, HEM ? – deve reconhecer que este é um assunto VITAL e INADIÁVEL. A questão começa por se jogar em casa, com pais que saibam ser pais e filhos a trabalhar e não apenas “numa boa”, em jogos de computador, internet e saídas até às quinhentas com 15 anos de idade !!!
O maior problema do insucesso na educação COMEÇA EM CASA, gaita ! É assim tão dificil perceber isto ? Deixamos os meninos fazer o que querem, nunca os disciplinamos, obrigamos, estimulamos, o que quiserem ... e depois queremos que os professores façam maravilhas de uma matéria-prima completamente estragada ??
3. Utilizam-se os currículos actuais. Ninguém altera mais nada.
4. Os senhores professores e professoras vão convencer-se, de uma vez por todas, que o seu papel é o de ensinar e não o de andar por aí a inventar uns vagos e poéticos “projectos” que outro objectivo não tem que fugir ao trabalho pesado e ingrato de ensinar. Deixem-se de “áreas escolas” e de outras patetices quejandas. Ensinem Português, Matemática, Física, Literatura, Línguas, Informática, o que quiserem, mas ensinem, por Deus. Até mesmo coisas como Ética, Civismo, etc ...
Não façam tanta reunião sem propósito nem eficácia, não divinizem tanto os paizinhos patetas que vão refilar às Escolas, não fujam tanto aos seus deveres nem os remetam para os pobres contratados, não discutam tanto as pseudo-justificações sócio-psicológicas para o insucesso escolar, não inventem tantos estratagemas para não dar aulas .... ENSINEM, porra ! E percebam que, para poder ENSINAR, é preciso paz e tranquilidade nas Escolas e evitar a demagogia de que os alunos é que são o centro do ensino ...
5. Os senhores Ministros, Secretários de Estado, Directores-Gerais e Regionais da área da Educação devem ser escolhidos SEMPRE por consenso na Assembleia da República e ser personalidades à “antiga portuguesa” : sabedores, empenhados, HONESTOS, dotados de grande ÉTICA PROFISSIONAL e POLÌTICA.
A eles recomendaríamos que deixem as Escolas funcionar, preocupem-se mais em dar-lhes meios e condições, promovam uma grande campanha motivadora de introdução de paz e tranquilidade nas Escolas, restituam aos professores a sua dignidade perdida e sejam com eles exigentes, em seguida.
Pensam que seria dificil ? Ahahahaha .... sabem que eu acredito que até seria fácil ? O que falta é a nossa VONTADE COLECTIVA !
Como sempre. Como Povo, somos medíocres, não sabemos funcionar em conjunto para grandes objectivos. Os exemplos da Expo e do Euro 2004 não servem, nem deviam ser para aqui chamados : estou a referir-me a grandes objectvos colectivos de um povo, não a ideias de meia dúzia de entusiastas sabiamente aproveitadas por empreiteiros civis e sociedades de promoção imobilária.
É preciso não confundir.
VAMOS À EDUCAÇÃO ?
Publicada por
Vitor Cunha
à(s)
5/08/2004 06:47:00 da tarde
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quinta-feira, maio 06, 2004
INCAPACIDADE É ADMISSÍVEL ; FALTA DE VERGONHA, NÃO !
Estão a par da inacreditável trapalhada em que se transformou a fase inicial do concurso de professores para 2004-2005 ?
Sabem o que é estranho, mesmo estranhíssimo neste caso, em meu entender ? A atitude do Ministério, a insistência no erro ( já nas colocações do ano lectivo em curso os erros tinham sido tremendos ) , a leviandade com que se desdramatiza e desculpa uma incompetência aflitiva, a incapacidade política de resolver a situação, como se de uma catástrofe natural e inevitável se tratasse.
Já o inefável Ministro da Administração Interna veio, um dia destes, com a mesma doutrina : avisou o País que, se ocorrerem neste Verão as mesmas condições negativas do ano passado, tudo voltará a ser o mesmo ...
Ou seja, em palavras simples para todos perceberem : eles, esses Ministros, declaram-se incapazes de resolver ou de, pelo menos, minorar, estes problemas nos seus Ministérios.
Muito bem, até admito que isso é humano, ninguém os obriga a saber orientar as soluções.
Nesse caso, porém, como é que têm a lata suprema de continuar a receber todos os meses aquilo que lhes pagamos ( nós, os portugueses ) para servir a coisa pública ?
Que falta de vergonha inexplicável tomou conta dos seus actos ? Foram apresentar a demissão ao sr. Primeiro-Ministro e ele não consentiu na sua saída ? Ou nem sequer levantaram o problema e o Dr. Durão Barroso assobia para o ar, fingindo que não vê e não sabe de nada ?
Seja como fôr, há falta de ética pessoal ou excesso de tácticas partidárias para minizar danos no Governo. Eu, e o resto dos “condóminos” deste nosso país é que não queremos saber dessas questões, e devíamos ser tratados com mais consideração.
Há, de certeza, neste nosso cantinho quem seja capaz de fazer melhor que aqueles dois senhores, tanto na preparação do concurso dos professores como no combate aos incêndios. E, afinal, temos o direito de esperar que os problemas sejam resolvidos.
Estou-me nas tintas para os partidos políticos, se estes apenas se preocuparem consigo mesmos em vez de se preocuparem connosco.
Francamente, acho que um pouco mais de vergonha e de ética da responsabilidade a nível político seria MUITO desejável ...
Estão a par da inacreditável trapalhada em que se transformou a fase inicial do concurso de professores para 2004-2005 ?
Sabem o que é estranho, mesmo estranhíssimo neste caso, em meu entender ? A atitude do Ministério, a insistência no erro ( já nas colocações do ano lectivo em curso os erros tinham sido tremendos ) , a leviandade com que se desdramatiza e desculpa uma incompetência aflitiva, a incapacidade política de resolver a situação, como se de uma catástrofe natural e inevitável se tratasse.
Já o inefável Ministro da Administração Interna veio, um dia destes, com a mesma doutrina : avisou o País que, se ocorrerem neste Verão as mesmas condições negativas do ano passado, tudo voltará a ser o mesmo ...
Ou seja, em palavras simples para todos perceberem : eles, esses Ministros, declaram-se incapazes de resolver ou de, pelo menos, minorar, estes problemas nos seus Ministérios.
Muito bem, até admito que isso é humano, ninguém os obriga a saber orientar as soluções.
Nesse caso, porém, como é que têm a lata suprema de continuar a receber todos os meses aquilo que lhes pagamos ( nós, os portugueses ) para servir a coisa pública ?
Que falta de vergonha inexplicável tomou conta dos seus actos ? Foram apresentar a demissão ao sr. Primeiro-Ministro e ele não consentiu na sua saída ? Ou nem sequer levantaram o problema e o Dr. Durão Barroso assobia para o ar, fingindo que não vê e não sabe de nada ?
Seja como fôr, há falta de ética pessoal ou excesso de tácticas partidárias para minizar danos no Governo. Eu, e o resto dos “condóminos” deste nosso país é que não queremos saber dessas questões, e devíamos ser tratados com mais consideração.
Há, de certeza, neste nosso cantinho quem seja capaz de fazer melhor que aqueles dois senhores, tanto na preparação do concurso dos professores como no combate aos incêndios. E, afinal, temos o direito de esperar que os problemas sejam resolvidos.
Estou-me nas tintas para os partidos políticos, se estes apenas se preocuparem consigo mesmos em vez de se preocuparem connosco.
Francamente, acho que um pouco mais de vergonha e de ética da responsabilidade a nível político seria MUITO desejável ...
Publicada por
Vitor Cunha
à(s)
5/06/2004 11:43:00 da tarde
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